Find a Studio com a FICA Oficina Criativa

Descobre a diversidade de técnicas na cerâmica com a FICA

Neste artigo dedicado ao Find a Studio, Rita Daniel, ceramista e responsável pela pela FICA Oficina Criativa, partilha o seu testemunho. Situada no centro de Lisboa e reconhecida pela qualidade da sua formação, a FICA organiza há 10 anos workshops onde se aprende pela prática.  A oficina escolhe materiais cerâmicos da graffito desde 2018.

Liderada pela fundadora, Rita, a equipa de cinco pessoas dedica tempo a acompanhar os alunos enquanto descobrem a cerâmica, a serigrafia, a marcenaria, os têxteis, as fibras naturais e outros ofícios.

Descobre mais 🡢

As técnicas e inspirações ceramistas

Ao falar da história da FICA, Rita contou-nos como chegou à cerâmica, depois de uma década dedicada à serigrafia: “A serigrafia entrou na minha vida uma década antes da cerâmica, e assim que me senti confortável com a serigrafia, achei que era altura de me dedicar a outro ofício, só podia ser a cerâmica. Para mim, cruzar a serigrafia com a cerâmica é fascinante. Comecei a aprender cerâmica em 2018 e sinto que ainda tenho tanto por aprender”.

Para criar um estilo que cruza diferentes técnicas, Rita inspirou-se no trabalho de vários profissionais das artes.

As minhas inspirações são bastante transversais: da riqueza gráfica da Marimekko ao brutalismo Lina Bo Bardi, passando por José de Guimarães e Matsui Kōsei” 

Apesar de dizer que se sente bastante confortável com técnicas que exigem maior controlo, Rita tenta sempre deixar algo diferente numa peça e brinca que também gosta de “deixar uma lastra de Nerikomi viajar ao sabor da roda de oleiro”. 

Em 2024, esse trabalho ganhou uma nova vertente: a equipa passou a disponibilizar os produtos criados nas oficinas através do projeto FICA Editions.  

Iniciação à cerâmica

A quem tem curiosidade pela cerâmica, mas não sabe por onde começar, Rita aconselha a dar o primeiro passo. O interesse e a vontade de aprender vêm antes do domínio da técnica.Depois de acompanhar centenas de principiantes, sabe o que significa fazer parte desse percurso: “Sentir que o nosso trabalho ajuda a realizar o sonho de alguém é extraordinário e gratificante. É isso que nos motiva a continuar a abrir o portão da oficina todos os dias”.

A cerâmica exige prática e paciência. Repetir faz parte da aprendizagem, mesmo quando os resultados demoram a aparecer. Como diz Rita: “Primeiro vem a frustração, depois vem a satisfação”.

“Na oficina, os engobes. Adoro as cores dos corantes e a variedade dos vidrados, tanto de baixa temperatura como de grés. As minhas pastas preferidas são as de faiança, pois gosto de desafios. Para olaria, usamos a PR1 (atual PR5) ; para peças utilitárias, a GF60”. 

0